quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Encontro Estadual: Elos Sociais, Afetivos e Jurídicos da Adoção - 02 e 03 de Dezembro de 2010



Faça a tua inscrição! Participe!




Dia "D"

Reportagem: Thays Petters
Ao menos 70 crianças e adolescentes da Casa Família Maria Porta do Céu, Comunidade dos Pequenos Trabalhadores (CDPT) e o Lar de Apoio a Criança e ao Adolescente de Foz do Iguaçu (LACA) participaram de um final de semana especial.
Nesse sábado (30), eles realizaram uma série de atividades recreativas, esportivas e culturais na sede do Sest/Senat em Foz. O evento foi promovido pelo Instituto Elos, com apoio da Vara da Infância e Juventude, Ministério Público, Centro de Atenção Integral ao Adolescente (Caia), empresa SETA - responsável por atividades de desenvolvimento humano e entidades assistenciais.
Batizado como o dia "D" - o dia de rir e brincar - o encontro teve por objetivo aproximar as crianças e adolescentes dos técnicos responsáveis pelas instituições, como, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e coordenadores. "A proposta é conhecer melhor estas crianças e adolescentes, saber o que eles pensam, o que sentem, quais são os sonhos e desejos delas. Desta forma, a equipe técnica poderá avaliar com precisão a situação de cada um", explicou a psicopedagoga do Instituto Elos e Vara da Infância e Juventude, Sylvania Kazmierski.
O encontro foi dividido em duas etapas; no período da manhã o evento foi destinado a crianças de 6 a 11 anos. Já no período da tarde, os adolescentes de 12 a 18 anos participaram das atividades, que contaram com roda de conversas, dinâmicas de grupos, lanches e brincadeiras lúdicas.
Além de aproximar crianças e jovens dos assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e coordenadores das instituições, a idéia do projeto foi fazer com que eles próprios se conhecessem melhor. "Problemas, todos eles têm. O que nós queremos é buscar as qualidades e enaltecer o que eles têm de positivo", explicou Sylvania. Para a promotora de Justiça da Vara da Infância e Juventude de Foz do Iguaçu, Fernanda Maria Motta Ribas, atividades pedagógicas como as desenvolvidas nesse sábado ajudam a acelerar o processo da criança no abrigo. "Todo o trabalho que é realizado aqui será somado com os demais contextos que já foram estudados sobre a família biológica deste criança e a situação dela no abrigo", disse. Conforme lembrou a promotora, o trabalho da Vara da Infância e Juventude, com.base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é fazer com que a criança sempre volte para a família biológica. Para chegar a este contexto, são necessários trabalhos e acompanhamentos psicológicos, tanto com a família, quanto com a criança e o adolescente.
Michelle (psicóloga), Sylvania (psicopedagoga), Fernanda (promotora) e Flávia (assistente social)

Profissionais

Evento propõe integração entre crianças abrigadas e rede protetora

Promovido pela Vara da Infância e Instituto Elos, encontro contará com brincadeiras e dinâmicas de grupo.
Repostagem: Thays Petters

  A Vara da Infância e Juventude de Foz do Iguaçu em parceria com o Instituto Elos, Ministério Público e Centro de Atenção Integral ao Adolescente (Caia) realizam hoje (30) na sede do Sest/Senat um encontro com crianças e adolescentes abrigadas em três instituições da cidade.

 Batizado de dia “D” - o dia de rir e brincar - o evento tem como proposta aproximar as crianças e adolescentes dos técnicos responsáveis pelas entidades através de bate-papos e brincadeiras. As atividades reunirão crianças e adolescentes da Casa Família Maria Porta do Céu, Comunidade dos Pequenos Trabalhadores (CDPT) e o Lar de Apoio a Criança e ao Adolescente (LACA). De acordo com os organizadores, pelo menos 70 pessoas devem participar das atividades durante todo o dia.
  Segundo a psicopedagoga do Instituto Elos, Sylvania Kazmierski, a proposta do encontro é conhecer a fundo a história e o perfil cada criança, para poder analisar cada caso e definir o processo judicial. “Sentíamos a necessidade de conhecer melhor estas crianças e pensamos em oferecer um dia onde elas possam brincar e ao mesmo tempo se relacionar com os técnicos (psicólogos, assistentes sociais e pedagogos). Queremos saber o que elas sentem, quais são as dificuldades, os sonhos, os desejos, olhar nos olhos e conhecer melhor cada uma das histórias”, explicou.

 As atividades serão divididas em duas etapas; no período da manhã (das 8h as 11h) os encontros serão destinados a crianças de seis a onze anos. Já no período da tarde (14h as 17h), o evento será voltado aos adolescentes de doze a dezoito anos. “Daremos início com uma roda de conversas onde eles vão dizer quem são e o que pensam. Em seguida serão desenvolvidas dinâmicas de grupos e por fim serão realizadas diversas brincadeiras lúdicas”, explicou a psicopedagoga.

 Além de aproximar crianças e jovens dos assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e coordenadores das instituições, a idéia do projeto é fazer com que eles próprios se conheçam melhor e possam se abrir ao contar suas histórias. “Para que se possam alcançar resultados positivos é preciso descobrir essas histórias, que podem ser boas mas também podem ser ruins. Com base nesta aproximação, neste contato é possível saber se esta criança estará realmente feliz ao voltar para a família biológica”, disse Sylvania. Segundo ela, o encontro pretende trabalhar a auto estima, o ensino-aprendizagem e a maneira com que eles (crianças e adolescentes) se relacionam com o próximo.